Que potência de salamandra ou recuperador é ideal para a sua casa?
Se está a pensar comprar uma salamandra ou um recuperador, provavelmente já se perguntou: “Qual a potência que preciso?”
A verdade é que muita gente se engana: ou compra um equipamento demasiado fraco, que nunca aquece a casa como quer, ou demasiado potente, que consome mais do que devia.
Neste artigo, vou explicar de forma simples como calcular a potência ideal, usando exemplos reais de clientes da Bioflame, para que consiga aplicar na sua própria casa, mesmo que nunca tenha feito cálculos antes.
Aquecimento local ou central?
Antes de lhe mostrar como calcular a potência, é preciso decidir se pretende um equipamento para aquecimento local ou central.
A diferença é simples:
- Aquecimento local (ar quente): aquece apenas a divisão onde está instalado. O calor é concentrado nesse espaço, mas, com o tempo, dispersa-se naturalmente para outras divisões.
- Aquecimento central (radiadores): aquece a divisão onde está e também aquece a água que circula pelos radiadores. Isto permite um aquecimento mais homogéneo em toda a casa, mas implica a instalação de tubagem e radiadores em cada divisão.
Como calcular a potência de forma simples
Antes de mais, é importante lembrar que estes cálculos são uma estimativa prática, não números definitivos. O consumo real depende do isolamento da casa, da zona do país, da qualidade do combustível e de outros fatores. A ideia é dar-lhe uma noção aproximada, para escolher de forma mais assertiva.
Para aquecimento local (ar quente)
Vamos falar do Sr. José, cliente da Bioflame em Viseu. Ele queria uma sala quentinha para as noites frias. A sala tem 40 m² e o pé-direito é de 2,70 m, então calculámos o volume:
Volume = Área × Altura = 40 × 2,7 = 108 m³
Sabendo que 1 kW aquece 23 m³, a potência mínima necessária seria:
Potência ≈ 108 ÷ 23 ≈ 5 kW
Uma salamandra de 5 kW chegaria para aquecer apenas a sala. Mas o Sr. José queria que o calor chegasse também a outras divisões.
Por isso, sugerimos uma salamandra de 8 kW, colocada num ponto estratégico da sala. Assim, o ar quente espalha-se naturalmente pelo corredor e pelos quartos, mantendo a casa confortável.
Dica: para aquecimento local, muitas vezes compensa optar por um pouco mais de potência, especialmente se quiser aquecer mais do que uma divisão ou se a casa não estiver muito isolada.
Para aquecimento central (radiadores)
Agora pensemos no Sr. Manuel, outro cliente da Bioflame. Ele contactou-nos porque tinha uma casa com 80 elementos de radiador espalhados por todas as divisões.
Se não sabe o que são elementos: cada radiador tem várias barrinhas de metal que aquecem a água; essas barrinhas são chamadas elementos. Para calcular a potência, somamos todos os elementos da casa.
A fórmula prática é:
Potência necessária (kW) = nº de elementos ÷ 6 + 1,5
Potência ≈ 80 ÷ 6 + 1,5 ≈ 14,8 kW
Ou seja, um equipamento de cerca de 15 kW seria suficiente para aquecer a casa confortavelmente.
Dica: Tal como explicámos ao Sr. Manuel, se a casa estiver pouco isolada ou se estiver numa região fria do país, vale a pena adicionar 1-2 kW extra, como quem coloca uma manta adicional numa noite gelada.
Conclusão
Escolher a potência certa não é complicado, mas precisa de ser feito com lógica:
- Decida primeiro se será aquecimento local ou central.
- Faça o cálculo apresentado para cada caso.
- Avalie se a casa está bem isolada e a zona onde vive.
Agora que já sabe a potência necessária, é altura de decidir recuperador ou salamandra, lenha ou pellets, e até qual marca escolher.
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